Com recursos da Petrobras, a Embrapa iniciou as ações do projeto em rede “Manejo Sustentável da Palhada da Cana-de-açúcar para Otimização da Produção de Energia”. O objetivo é determinar a quantidade de palhada a ser mantida no campo para a garantia da sustentabilidade do sistema de produção da cana-de-açúcar em diferentes regiões produtoras do país. A palhada retirada deverá ser aproveitada para a produção de bioetanol.
Liderado pelo pesquisador Antônio Santiago, que coordena a Unidade de Execução de Pesquisas (UEP) em Rio Largo-AL da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE), o projeto tem recursos iniciais da ordem de R$ 1,7 milhão, e tem prazo de execução de três anos.
Integram o projeto as Unidades da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna-SP), Meio Norte (Teresina-PI), Semiárido (Petrolina-PE), Cerrados (Planaltina-DF) e UEP Solos (Recife-PE), além da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Participam ainda as Universidades Estadual de Londrina (UEL) e Federal de Uberlândia (UFU) e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).
Os detalhes da metodologia de trabalho e pesquisa foram discutidos neste mês de março, entre pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros e a cientista do IAC, Raffaella Rossetto. As pesquisas em campo serão realizadas com o apoio dos produtores em usinas do Piauí, Pernambuco, Alagoas, Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. “As equipes responsáveis pela coordenação dos estudos em cada região produtora deverão ajustar as variáveis para a realidade local, mas estamos definindo o padrão básico”, revelou Santiago.
Até o final de 2012, os pesquisadores vão avaliar uma série de características e variáveis, como a dinâmica de produção e de decomposição da palhada, sua influência na fertilidade e outras propriedades do solo, na dinâmica de insetos pragas, nematóides, doenças, plantas daninhas e na fauna do solo. Serão analisados, também, o desenvolvimento e a produtividade da cana-de-açúcar em sistemas de produção com diferentes proporções de palhada.
As variáveis estudadas terão seu potencial avaliado enquanto indicadores de sustentabilidade dos sistemas de produção da cana-de-açúcar, com ênfase na produção de energia a partir da palhada.
A gestão do projeto é conduzida pelo líder geral, e os líderes de cada projeto componente nos Estados serão responsáveis pela execução dos planos de ação. O monitoramento e controle das atividades e resultados são feitos por um colegiado com membros da Embrapa e Petrobras, que avalia os relatórios semestrais e realiza reuniões anuais.
fonte:Da Embrapa
miercuri, martie 31, 2010
Embrapa estuda palhada da cana-de-açúcar
Com petróleo 'secando', México quer reformar Pemex
As labaredas que se projetam acima das plataformas que pontilham o horizonte por toda a extensão do campo de petróleo Cantarell, do México, revelam os problemas que assolam a Pemex, a estatal de petróleo do país.
As chamas, produto da queima de gás indesejado, são um sinal visível de que o Cantarell, que já foi o terceiro maior campo petrolífero do mundo, está envelhecendo e que sua produção de petróleo está diminuindo.
A gravidade do declínio do Cantarell, que começou a acelerar dramaticamente em 2007, pegou a Pemex desprevenida. Nos dois últimos anos, a companhia correu para recuperar o terreno perdido, instalando compressoras e turbinas, mais do que triplicando sua capacidade de injetar o gás dois quilômetros abaixo da superfície do Golfo do México. A Pemex diz que está mantendo Cantarell sob controle, observando que a queda se estabilizou em 12% ao ano - número que muitos analistas consideram difícil de acreditar.
A produção do Cantarell atingiu o auge há sete anos, em 2,2 milhões de barris ao dia. Hoje o campo luta para produzir um quarto deste volume.
Estancar a queda de produção no Cantarell não bastará para revitalizar a Pemex; ela precisará encontrar novas fontes de petróleo. Se não conseguir, o governo do México poderá ter de reduzir dramaticamente o seu orçamento. A receita da Pemex - que depende em grande parte de Cantarell - responde por 40% da renda do governo. Expandir a base tributária do país seria difícil e politicamente impopular.
Percebendo os apuros da Pemex, em 2008 o Congresso aprovou reformas para conferir à Pemex a capacidade de poder potencialmente recompensar uma prestadora de serviços por cada barril de petróleo que produzir assim que os entraves jurídicos forem removidos, e concede à companhia um pouco mais de liberdade da interferência política.
Muitos analistas e executivos do setor dizem, porém, que essas reformas não bastam para motivar as companhias internacionais de petróleo a ajudar a Pemex encontrar e produzir mais petróleo.
David Shields, analista independente do setor de energia sediado na Cidade do México, disse: "O maior desafio que a Pemex enfrenta está em encontrar e comprovar mais reservas que possam garantir a produção pelos próximos de 20 a 30 anos".
Ele acrescenta: "A Pemex também tem o problema de que a lei mexicana não permite joint ventures. Ela não permite o tipo de trabalho que precisa ser feito e o tipo de acordos e incentivos que a produção em águas profundas exige. As reformas recentes definitivamente não avançaram o bastante".
O governo crê que têm reformas suficientes para mudar a situação, mas depende da Justiça.
A Suprema Corte do país está atualmente julgando a constitucionalidade da proposta da Pemex de adotar contratos que premiam a maior produção. Essa é uma das maiores apostas do governo para atrair companhias estrangeiras. "Eu não tenho dúvidas de que as novas regulamentações da Pemex serão ratificadas pela Suprema Corte", disse a ministra de Energia do México, Georgina Kessel. (Com agências internacionais
"Com petróleo 'secando', México quer reformar Pemex"
- Com petróleo 'secando', México quer reformar Pemex (ver no Google Sidewiki)
GEEs ganham padronização internacional para cálculo
As emissões de gases de efeito estufa ganharam nesta terça-feira um método comum para calcular a quantidade de gás carbônico lançada no ar. O Padrão Internacional para Determinar as Emissões de Gases de Efeito Estufa vai calcular as emissões de cada cidade.
O lançamento da padronização aconteceu durante o 5º Fórum Urbano Mundial, realizado no Rio de Janeiro, e resulta de um trabalho conjunto entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial.
A intenção do novo métido é a de proporcionar a comparação entre as cidades. Um dos problemas para medir a poluição era justamente a falta de uma padronização.
“É uma linguagem comum, que serve para todas as cidades, que poderão comparar suas próprias emissões a cada ano”, explicou o técnico do Banco Mundial, Daniel Hoornweg, que liderou o estudo.
Segundo Hoornweg, o novo método demonstrou que as cidades brasileiras emitem muito pouco, em relação ao resto do mundo. “Isso se deve à matriz hidrelétrica, ao etanol e também porque o sistema de transporte nas cidades brasileiras é bem melhor do que em outras partes”, disse ele.
Com o novo método é possível saber, por exemplo, que os moradores da cidade do Rio emitem mais gás carbônico do que os paulistanos.
Segundo os dados, cada carioca emite 2,1 toneladas de gás carbônico por ano, bem mais que os paulistanos, que emitem 1,4 tonelada do gás no mesmo período.
De acordo com o Banco Mundial, entre os motivos que colocam o Rio à frente de São Paulo na poluição está a maior quantidade de habitantes em São Paulo, o que “dilui” a poluição entre mais gente, já que o índice é per capita. Outro fator que favorece São Paulo em relação ao Rio é a maior malha do metrô, que transporta seis vezes mais passageiros do que sistema carioca.
Leia o texto na integra, clique aqui.
FONTE: Notícias em Foco - 23/03/10:
luni, martie 22, 2010
Anunciado primeiro projeto de MDL florestal de grande escala na África
Uma nova iniciativa que pretende trazer benefícios ambientais e financeiros para comunidades na Etiópia foi anunciada nesta quinta-feira (4) em paralelo ao Fórum de Carbono Africano.
O Projeto de Regeneração Natural Assistida Humbo é o primeiro de grande escala africano a ser registrado sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Quioto e deve absorver cerca de 880 mil toneladas métricas de dióxido de carbono nos próximos 30 anos.
O projeto foi concebido pela agência de desenvolvimento internacional World Vision em parceria com o Banco Mundial.
“Apesar da renda proveniente dos créditos de carbono ser um bônus bem vindo, outros benefícios tangíveis do projeto vem da construção da resiliência contra as mudanças climáticas”, explicou o CEO da World Vision AustráliaTim Costello.
Desde 2007 mais de 2,7 mil hectares de terras degradadas foram restaurados em Humbo, no sudoeste da Etiópia, gerando 338 mil toneladas em créditos de carbono até 2017 dos quais 165 mil serão comprados pelo BioCarbon Fund do Banco Mundial. Este fundo compra reduções de emissão de projetos florestais dentro e fora do contexto do MDL, como os créditos gerados pelo mecanismo de REDD.
A venda dos créditos sob o BioCarbon Fund fornecerá um fonte de renda de mais de US$ 700 mil para as comunidades locais ao longo de no mínimo dez anos, além da possibilidade de venda do restante dos créditos.
Atualmente a África abriga cerca de 2% de todos os projetos registrados sob o MDL. Grande parte das 80 milhões de pessoas na Etiópia dependem da agricultura para sobreviver, o equivalente a 50% do PIB e 80% do postos de trabalho.
O primeiro leilão de crédito de carbono voluntário da América Latina
O primeiro leilão de crédito de carbono voluntário da América Latina a ser realizado pela BM&FBovespa no dia 8 de abril, poderá movimentar cerca de 2 milhões de reais no mínimo se os três lotes ofertados forem arrematados pelos preços mínimos.
"A perspectiva em um leilão como esse é de um máximo de 20 por cento (de ágio)", afirmou Divaldo Rezende, diretor-executivo da CantorCO2 Brasil, divisão brasileira da companhia líder global em serviços financeiros relacionados ao meio ambiente, incluindo mercados de emissões.
Mas se o valor a ser movimentado pela operação com foco no mercado voluntário, mesmo com o ágio esperado, ainda é pequeno perto do mercado regulado de carbono do Brasil, de 460 milhões de dólares ao ano, o pioneirismo do leilão mostra que o país pode se firmar como uma plataforma de vendas de certificados de redução de emissões na América Latina, segundo especialistas.
Isso é algo a ser considerado, em um mercado global estimado em 3 trilhões de dólares para 2020 --atualmente, o Brasil é o terceiro país com mais projetos no setor, atrás de China e Índia, segundo o executivo da CantorCO2.
Entretanto, o mercado regulado, que predomina no país e colocaria os créditos de carbono do Brasil como o 17o produto da pauta de exportação brasileira, é sujeito a trâmites que restringem o número de participantes no negócio.
O mercado voluntário, por outro lado, como o próprio nome diz, independe de metas estabelecidas por países ou pela ONU, que define normas mais rígidas para o mercado regulado.
Este é um dos trunfos do crédito de carbono voluntário, que por ser ofertado por pequenas e médias empresas, com custos mais baixos que o regulado e mais rápido (dez meses contra dois anos do crédito regulado), pode dar força extra aos negócios no Brasil em um momento que mais e mais empresas buscam a sustentabilidade de suas operações.
"O voluntário viabiliza projetos não-elegíveis ao MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), viabiliza projetos menores", afirmou Stefano Merlin, diretor da Carbono Social Serviços Ambientais, que elaborou os nove projetos cujos créditos voluntários serão leiloados pela BM&FBovespa.
São créditos gerados por indústrias que trocaram a utilização de combustíveis fósseis por biomassa em seu processo produtivo.
No leilão do dia 8 de abril, serão leiloados 180 mil toneladas de créditos de carbono, divididos em três lotes, sendo dois com preço mínimo de 10 reais por tonelada, e um com valor inicial de 12 reais/t. Cada lote, de 60 mil toneladas, só pode ser adquirido por um único comprador.
Se a BM&FBovespa está estreando em leilões de crédito voluntário, já realizou outras duas operações para o mercado regulado, em 2007 e 2008, com créditos gerados por projetos em aterros sanitários da Prefeitura de São Paulo, que renderam ao município 26,8 milhões de euros. Os valores por tonelada do mercado regulado, cuja escala dos projetos é maior, são superiores aos do voluntário.
Embora o crédito voluntário seja negociado paralelamente ao mercado regulado, ele também passa por auditorias independentes.
Os certificados são comprados por empresas ou instituições que pretendem neutralizar as suas emissões, agregando valor ao seu produto ao dizer que ele é ecologicamente correto.
Para o leilão do próximo mês, é esperada a participação de empresas brasileiras. Nos leilões de 2007 e 2008, o banco europeu Fortis Bank e a empresa de energia Mercuria Energy Trading S.A., de Genebra, foram os arrematantes dos créditos.4
Estado lança linha de crédito para projetos sustentáveis
Estado lança linha de crédito para projetos sustentáveis
Com taxa de juros de 6% ao ano, a Linha Economia Verde é voltada a empresas que desenvolvam projetos de redução da emissão de gases de efeito estufa
O governador José Serra lançou ontem, 15, no 1º Seminário Economia Verde, em São Paulo, a nova linha de crédito da Agência de Fomento Paulista, a Linha Economia Verde. Criada com base na Política Estadual de Mudanças Climática (PEMC - Lei 13.798), que define uma meta de redução de 20% das emissões de gases de efeito estufa até 2020, a linha oferece uma das menores taxas de juros do mercado, 6% ao ano, corrigido pelo IPC-FIPE, e prazo de até 5 anos para pagamento, com até 1 ano de carência e financiamento de 100% do projeto.
A linha é voltada para as pequenas e médias empresas paulistas para projetos da agroindústria, mudança de combustíveis, saneamento, tratamento e aproveitamento de resíduos, energias renováveis, eficiência energética, transporte, processos industriais, recuperação florestal em áreas urbanas e rurais e manejo de resíduos. "É inovador em São Paulo e no Brasil. Ela está voltada à mudanças climáticas, ou seja, vai financiar todos os procedimentos que lidam com o processo produtivo de economizar gás estufa", disse o governador.
De acordo com o presidente da Agência de Fomento Paulista - Nossa Caixa Desenvolvimento, Milton Luiz de Melo Santos, a Economia Verde é a mais completa linha de crédito voltada a diminuição da emissão de carbono nos processos produtivos do Estado de São Paulo. "A Nossa Caixa Desenvolvimento, seu Conselho de Administração e a Secretaria do Meio Ambiente trabalharam caprichadamente neste projeto", completou José Serra.
Para ter acesso a Linha Economia Verde, os interessados podem acessar o site da Nossa Caixa Desenvolvimento (www.
Um ano de atuação da Agência de Fomento Paulista
O lançamento da Linha Economia Verde marca também o primeiro ano de atuação da Agência de Fomento Paulista como uma ferramenta para o desenvolvimento das empresas de pequeno e médio porte do estado, por meio de linhas de financiamento para investimentos com juros abaixo do mercado.
Com apenas 12 meses de existência, a Agência de Fomento Paulista já desponta como uma das mais fortes ferramentas do Governo do Estado para o incentivo à expansão de investimentos. Mais de 155 empresas já contrataram as linhas de financiamento da Agência de Fomento Paulista, que tem o valor de mais de R$ 170 milhões em créditos aprovados. Já foram desembolsados R$ 47 milhões, em recursos próprios, para pequenas e médias empresas paulistas de diversos setores - em especial ao setor de fabricação de máquinas. A agência também é repassadora do BNDES.
A Agência de Fomento Paulista atua de maneira diferente de um banco comercial. Uma das vantagens para o empresário é que não há exigências de abertura de conta, nem há obrigatoriedade de contrapartidas. O empresário também não precisa se dirigir a um banco, e sim encaminhar a sua documentação via entidade de classe, para obter o limite de crédito. O modelo de negócio é mais rápido e focado na necessidade do cliente. Mais informações no site www.nossacaixadesenvolvimento.
Seminário Economia Verde
Realizado em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, o Seminário Economia Verde tem como objetivo levar a reflexão para empresários, executivos, formadores de políticas públicas, estudiosos e sociedade sobre o atual modelo de produção e as transformações necessárias para o desenvolvimento de uma Economia Verde, de baixa emissão de gases de efeito estufa, no Estado de São Paulo.
No evento, especialistas no assunto tratam de diversos temas do desenvolvimento sustentável, como o ecossocioeconomista Ignacy Sachs; José Goldemberg, professor do Instituto de Eletroeletrônica da USP e Fabio Feldmann, secretário executivo do Fó
1º Encontro Estadual de Catadores acontece no CMRR , em BH
Com objetivo de discutir a Política Estadual de Resíduos, bem como a implantação da Coleta Seletiva nos municípios de Minas considerando a inclusão sócia produtiva dos catadores de recicláveis, irá acontecer, nos dias 23 e 24 de março, o 1º Encontro Estadual por uma Minas com Coleta Seletiva e Inclusão Sócio Produtiva dos Catadores. O evento, que acontecerá no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), vai reunir representantes de prefeituras e catadores de diversas regiões do Estado.
Link.:http://www.abn.com.br/
"1º Encontro Estadual de Catadores acontece no CMRR"
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